No Altar-mor
(eu próprio)
reverencio
a metamorfose natural
resquícios no físico
registro da alma
prenuncio
As promessas e oferendas
magia gitana
para que livre siga
eu cigano
Zeca Pestana
No Altar-mor
(eu próprio)
reverencio
a metamorfose natural
resquícios no físico
registro da alma
prenuncio
As promessas e oferendas
magia gitana
para que livre siga
eu cigano
Zeca Pestana

A Chuva
banha a terra
absorve
banha o corpo
escorre
Abençoa no frescor
irrigando os frutos
hora da colheita
pensamentos
cá dentro
Zeca Pestana
Tatua-me
na pele por uns dias
eternidade
no mesmo tom da paixão
marcas das garras
prova de um beijo rebelde
obscenidade
Zeca Pestana
Momento de transformação
trânsito celeste
Casa VIII - Scorpio
Conhecer a si próprio
na vida na morte
portal do medo
a dor
nas efêmeras crenças
material e imaterial
Vocação
bagagem que carrega
liberta o que sou
Zeca Pestana