Perdi o mapa do caminho
sigo o destino no pulso
fiz dos tapas o impulso
decidi ser errante passarinho
Zeca Pestana
Perdi o mapa do caminho
sigo o destino no pulso
fiz dos tapas o impulso
decidi ser errante passarinho
Zeca Pestana
Mudança de estação
humor natural da vida
Sob a luz tênue
fugitivo outono
divido
um chá um vinho
sabor de aconchego
amor na boca
um carinho
ao toque submisso
e num calor esquecido
amanhecido inverno
Zeca Pestana
Um jogo de sedução
pele que pela
foco no meio
o corpo apela
Na geografia dos desertos desejos
quando os tremores multiplicam
em ensaios de pura reação
respondem ao instinto
dança dos atos
coreografia
afia
Zeca Pestana
O vestido esvoaça
enlaça a perna da calça
do homem que abraça
O Bolero tocando
gim-tônica
a cabeça rodopiando
e o pêndulo do relógio
olhos de chumbo
alertando
que o baile terminou
Zeca Pestana