Orvalho que repousa na manhã
olhar adiamantado
o pranto frio
me vê nu
Na pureza da transparência
transpira as ações
o poro aberto
revejo em mim o sereno
Zeca Pestana
Orvalho que repousa na manhã
olhar adiamantado
o pranto frio
me vê nu
Na pureza da transparência
transpira as ações
o poro aberto
revejo em mim o sereno
Zeca Pestana
Isolada no mundo sem cores
uma surpresa da beleza
em outonal mutação
as horas breves
Cuidei de ti
te vi nascer
a maestrina floral
sinfonia solta no éter
uma aparecida borboleta
delicadeza ao bel-prazer do azul
Zeca Pestana
Arrepios
ventos uivos
o som do infinito
arrastam superstições
o enigma visto por dentro
no esvoaçar da cortina de voal
Zeca Pestana
Não se surpreenda
quando salivar ao declamar
que a minha fome simples
sacia na fatia
o sabor do pão quente
Zeca Pestana
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