Brisas de setembro apagam os passos
passado no presente perdido
paisagem nunca vista
cansei de perceber
sem deixar o ego transparecer
mudo para o mundo
fico invisível
Nada do que vivo faz sentido
namoro as ondas
com mãos em concha
embriago-me de mediterrâneo
sinconizando os pés na areia grossa
reconheço um perfil forasteiro
depurando ao sol cegar
o brilho do calor
topázio
Zeca Pestana


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